sábado, 17 de novembro de 2007
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Resumo em cerca de 150 palavras da página 54 do manual
Desde criança Pessoa é um fenómeno, pois tinha necessidade de descobrir a consciência e personalidade. Assim ele construiu figuras que «eram gente» ele próprio acha-se sem personalidade e dividido em vários autores. Por isso cria personagens: como: Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Pessoa. Ele é um fenómeno da heteronomia é a vitória sobre a sinceridade, pela capacidade de fingir. Baseado no lema «Sê plural sem Universo», ou seja, participar em tudo, sem se envolver em nada.
O que ele escreve não são dramas (actos e acção), mas sim «dramas da alma». Pessoa afirma ser um histeroneurastenico, com as seguintes características: instabilidade de sentimentos e de sensações, na oscilação da emoção e da vontade.
Em suma os heterónimos “ são como personagens á procura do outro”, todos são diferentes e falam e procedem tal como são.
ROSAS
Não quero rosas, desde que haja rosas. 
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?
Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.
Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...
